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Ibovespa fecha na mínima desde janeiro; dólar sobe 1%
Resumo:Banco Central fez alertas sobre efeitos que demandariam "reação firme" da política monetária, enquanto índice de inflação apontou avanço de 0,07% em julho
Banco Central fez alertas sobre efeitos que demandariam “reação firme” da política monetária, enquanto índice de inflação apontou avanço de 0,07% em julho
O Ibovespa fechou em forte queda nesta terça-feira (11), refletindo preocupações com o ritmo da atividade econômica do país em meio a perspectivas de manutenção das taxas de juros em níveis elevados, enquanto permanecem incertezas eleitorais e geopolíticas com potenciais reflexos inflacionários.
O índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,5%, a 167.874,64 pontos, mínima de fechamento desde 20 de janeiro.
No pior momento, a bolsa paulista chegou a 167.568,94 pontos. Na máxima do dia, marcou 172.385,51 pontos.
No mercado de câmbio, o dólar fechou em alta de 1%, na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana rondava a estabilidade, com operadores domésticos avaliando nova pesquisa eleitoral que apontou a liderança do presidente Lula nas intenções de voto.
A divisa norte-americana à vista fechou o dia em alta de 1,04%, aos R$ 5,1639, maior valor de fechamento desde 3 de julho (R$ 5,1688). Na semana, o dólar acumula alta de 1,56%.
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Na ata do Copom, divulgada mais cedo nesta terça, o Banco Central fez alertas sobre eventual disseminação de efeitos indiretos de choques relacionados aos preços do petróleo e a efeitos climáticos, o que demandaria “reação firme” da política monetária, demonstrando também preocupação com uma inflação pressionada pela demanda em meio a medidas de estímulo adotadas pelo governo.
Pouco depois, o IBGE informou que o IPCA teve variação positiva de 0,07% em julho, contra expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,03%. Em 12 meses, o índice passou a acumular alta de 4,44%, ficando abaixo do teto da meta.
Os investidores nacionais aguardam ainda a divulgação às 11h pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) de pesquisa com o cenário da disputa para a Presidência.
Às 11h30, o Banco Central realizou o leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de setembro.
Enquanto os investidores brasileiros acompanham as divulgações, no exterior o dólar tinha pouca variação, conforme predominava o impasse entre Estados Unidos e Irã sobre um acordo de paz e a reabertura do Estreito de Ormuz, o que elevava os preços do petróleo.
Perto das 10h20, o Brentsubia 1%, a US$ 88,60 o barril e o WTIavançava 1,07%, a US$ 83,03.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, respondeu na segunda-feira às condições apresentadas por Teerã para um acordo de paz com suas próprias exigências.
Ele pediu que o Irã pague indenizações às pessoas mortas em guerras, ataques e protestos, o que pode complicar os esforços para reabrir a importante via marítima.
O principal índice da bolsa brasileira começou os negócios em leve alta nesta manhã, mas logo perdeu força e agora cede mais de 1% devido aos poucos papéis em alta no pregão.
Dentre as ações de destaque está a Natura, que depois de ceder cerca 2%, sobe mais de 3% por volta das 15h. O movimento acontece depois da varejista apresentar seus resultados do 2º trimestre na noite de ontem (10).
A empresa registrou lucro líquido das operações continuadas de R$ 35 milhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 92,1% ante o lucro de R$ 446 milhões apurado no mesmo período de 2025. A receita líquida somou R$ 5,17 bilhões entre abril e junho, recuo de 9,1% na comparação anual.
Segundo a companhia, o desempenho foi pressionado pelo ambiente de consumo fraco e por desafios operacionais internos e ajustes que impactaram as vendas das marcas Natura e Avonno Brasil.
Os resultados foram mal recebidos inicialmente pelo mercado, o que justificaria a queda em primeiro momento.
No entanto, o diretor-executivo da empresa para a América Latina, João Paulo Ferreira, afirmou que a Natura deve registrar recuperação gradual e consistente neste segundo sementre, o que levantou o humor do mercado em relação aos seus papéis.
Segundo a diretora financeira, Silvia Villas Boas, o novo modelo operacional deve permitir que a Natura encerre 2026 com uma estrutura de capital considerada ótima e com geração de caixa superior à registrada no ano passado.
Em 2025, o grupo reportou FCFF (fluxo de caixa para a firma) de R$ 753 milhões nas operações continuadas.
Na outra ponta, as ações da RD Saúde (Raia Drogasil)despencam mais de 6%, cotadas a R$ 18,15, perto na mínima intradia, quanto o papel alcançou cotação de R$ 18,09.
O movimento acompanha ao anúncio doIPCA de julho, que apesar de ter subido levemente, foi puxado tanto pelo setor de habitação (0,99%) quanto pelo setor de saúde (0,40%).
Já a apresentação do balanço do Banco BTG Pactual pareceu não agradar os investidores, tendo em vista que suas ações caem perto de 5,6% nesta terça-feira.
A instituição encerrou o segundo trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões, um aumento de 23%em 12 meses, enquanto as receitas totais do banco somaram R$ 10,4 bilhões, uma alta de 16% em 12 meses.
*Com informações da Reuters
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